segunda-feira, janeiro 24, 2005

Sinistralidade rodoviária

Foram conhecidas as estatísticas policiais referentes aos acidentes de viação ocorridos nas estradas nacionais, durante o ano de 2004.
Registaram-se nesse período 52.096 vítimas entre mortos, feridos graves e feridos ligeiros.
Comparando estes elementos estatísticos com os registados em 2003, constata-se que houve uma redução de 8% na taxa de sinistralidade nas nossas estradas.
Morreram, directamente, nas nossas estradas 1124 pessoas em 2004. A este valor devemos acrescentar cerca de 5% do número de feridos graves pois, normalmente esta é a taxa de mortalidade registada nestes acidentados nos 30 dias subsequentes aos acidentes.
Apesar de ter sido registada uma redução do número de mortos, verifica-se, no entanto que no IP4 (Amarante-Bragança) houve um aumento de 150% na sinistralidade mortal de 2003 para 2004 (de 13 mortos para 33). O ano de 2004 foi o pior de sempre, desde a abertura ao trânsito deste IP em 1993.
Se as campanhas de sensibilização levadas a efeito não dão resultados apreciáveis introduzam-se medidas dissuasoras (instalação de radares fixos, policiamento efectivo nos chamados “pontos negros”, ou preventivas (separadores centrais, melhor sinalização)
A França tem reduzido substancialmente a taxa de sinistralidade na estrada com radares fixos nos pontos negros.
Na VCI na cidade do Porto, desde que foram instalados radares de controle de velocidade registou-se um decréscimo substancial nas taxas de sinistralidade nessa via, ao mesmo tempo que foi registada a maior velocidade de circulação – 240kms/hora.
Como acabar com esta guerra civil nas nossas estradas?