quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Paz no Médio Oriente

Foram ontem assinados em Charm-El-Sheik um cessar-fogo e acordo de paz entre Israel e a Palestina, ao fim de 4 anos da II Intifada.
O Estado de Israel foi criado em 14 de Maio de 1948, quando a Inglaterra entregou às Nações Unidas a Palestina para ser dividida entre judeus e palestinianos.
Para os judeus foi o regresso à “ pátria prometida e perdida “, depois de 2 milénios de errância pelo Mundo. Muitos judeus, durante o êxodo, estiveram em Portugal. No entanto, no sec.XVI, no tempo de D.João III, foram expulsos aqueles que não se converteram ao cristianismo. Muitos dos judeus expulsos de Portugal foram para a Holanda onde criaram centros de saber e amealharam riquezas apreciáveis.
Desde 1948 o Estado de Israel nunca conheceu a paz, pois nestes últimos 50 anos passou por 5 guerras com palestinianos, egípcios, sírios, jordanos, libaneses, jordanos e até iraquianos.
A presença constante de militares e de forças policiais é a primeira coisa que se estranha ao chegar a Israel. Em Israel o serviço militar é obrigatório para rapazes e para raparigas. Eles cumprem 3 anos de serviço e elas 2.
O permanente estado de guerra leva a que ir à tropa seja apenas mais uma etapa da vida que todos os israelitas cumprem sem questionar. No entanto os “ judeus ortodoxos “, que são cerca de 20% da população não vão à tropa, pois ficam a estudar a TORA (bíblia do judaísmo) e a rezar.
Ao fim de tantas décadas de lutas com dezenas de milhares de vítimas, será que agora vai haver paz neste martirizado território?
Oxalá que sim, mas os grupos radicais palestinianos e os colonos judeus estão contra o acordo de paz.
O início duma nova era de esperança só será possível, se forem implementados já acordos nas seguintes áreas:
- libertação dos prisioneiros palestinianos
- retirada dos colonos judeus dos territórios ocupados
-demolição do muro de segurança na Cisjordânia para permitir a circulação de pessoas
-definição do estatuto da cidade de Jerusalém
-reconhecimento do direito de existência do Estado de Israel por parte dos árabes

Como dizia o conselheiro judeu Eytan Haber “ na terra dos profetas é melhor não nos entregarmos ao jogo das profecias “