quarta-feira, março 02, 2005

Alterações climáticas

Todos nós sentimos no corpo e na nossa vida que o clima, em Portugal, tem sofrido alterações significativas nos últimos anos.
Poucos de nós nos lembramos de sentir temperaturas glaciares como as que estamos a verificar hoje em pleno mês de Março, de registar um período de seca tão prolongado no Outono e no Inverno (já não chove há 5 meses) e constatar que, no ano passado, no mês de Agosto (mês estival por excelência) choveu e esteve frio.
Quer isto significar que estamos a assistir a alterações climáticas em Portugal, bem como em todo o Mundo. São chuvas torrenciais fora de época nuns Países, tufões e ciclones noutros, secas prolongadas em África, vaga de gafanhotos que dizimam vastas plantações agrícolas no norte de África, são incêndios em pleno Inverno etc.etc.
Os maiores culpados desta grave situação somos todos nós, sobretudo os que vivemos nos Países mais desenvolvidos pois, pelo modelo civilizacional que criamos, estamos a contribuir para a saúde periclitante da Natureza.
O cérebro humano (aquele pedaço de gelatina acinzentada que está entre as orelhas) é um patife, pois tem sido da sua autoria muitas das causas do mal-estar da Mãe-Natureza.
Temos que pôr um travão nesta escalada de agressão à Natureza, quer por comportamentos individuais correctos, quer por acção dos Governos. Temos todos que poluir menos, racionalizar o uso da água, apostar nas energias renováveis, evitar a agricultura intensiva, explorar racionalmente a floresta, reduzir a emissão de gases para a atmosfera, evitar a erosão dos solos, promover a biodiversidade etc.
Se o não fizermos, dentro de anos, poderemos verificar que o deserto do Saara já chegou ao Alentejo.