quarta-feira, março 30, 2005

DESPERDÍCIO DE MEDICAMENTOS

Um estudo recente levado a efeito na Região Centro do País, chegou à conclusão de que metade dos medicamentos prescritos pelos médicos, não é utilizada pelos doentes.
Verifiquemos em nossas casas a quantidade de medicamentos que compramos (muitos com a comparticipação do Estado) e que não tomamos.
Este facto representa um prejuízo, que se calcula possa ultrapassar 1.500.000.000 de euros (1% do PIB português). Este valor é equivalente ao custo da construção de 3 Pontes Vasco da Gama.
Há que tomar medidas para evitar este desperdício lesivo dos interesses nacionais:
- Redimensionar as embalagens para menores quantidades de medicamentos, podendo ir-se até à mini-dose (prescrição exacta do número de comprimidos necessários para o tratamento sem desperdício).
-Definir novas regras “ guide lines “ para a prescrição de antibióticos, já que eles representam 51,9% dos medicamentos envolvidos no estudo elaborado, valor este que deve reflectir a realidade nacional.
Há também que criar hábitos junto dos doentes para evitar a “ banalização “ dos medicamentos (auto-suspensão do tratamento) por se pensar que já se está curado.
Por fim registe-se que as farmácias portuguesas recolheram, no último ano, 365 toneladas de medicamentos que não chegaram a ser utilizados.
Tudo isto pesa no Orçamento Geral do Estado, bem como no agravamento do deficit.
A malbaratarmos assim os nossos recursos financeiros, não vamos a lado nenhum.
A única beneficiária desta situação será a indústria farmacêutica.

1 Comments:

Blogger Claudio Costa said...

Aqui no Brasil há uma lei a vigorar em 90 dias, autorizando ( ou determinando ) que as farmácias vendam medicamentos no varejo, ou seja, no número exato de comprimidos prescrito pelo médico. Existem problemas: quem controlará isso? E o prazo de validade? Poderá haver contaminação? Falsificação? São problemas e mais problemas...

1:47 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home