sexta-feira, março 11, 2005

Ensino em Portugal

O Presidente Jorge Sampaio sublinhou, há 2 dias, numa visita que fez a uma Escola, a importância da escolaridade para todos, porque o País não se faz apenas com elites.
Sobre a problemática do sistema educativo português já foram feitos dezenas de estudos, diagnósticos, projectos, reformas curriculares e planos de acção.
Os resultados de todo esse trabalho intelectual desenvolvido por centenas de especialistas saltam à vista – temos um sistema de ensino mau, desajustado da realidade do mundo real e ……. CARO.
Todos Ministros da Educação quando chegam ao Governo estão cheios de boas intenções e deitam “ para as malvas “ todos os trabalhos feitos anteriormente e apregoam de peito feito que agora é que o ensino vai entrar nos eixos, pois vai implementar-se a “ sua reforma do ensino “.
O nível relativo de despesa pública dispendido em educação em Portugal não é significativamente diferente do registado em Inglaterra, Áustria, Republica Checa ou na Holanda. No entanto, no nosso País, os resultados práticos ficam muito aquém dos que se alcançam nesses Países.
Pior que um pequeno investimento é um mau investimento e essa tem sido a chaga do nosso sistema de ensino nacional.
Pensamos que, para resolver um problema, basta atirar-se dinheiro para cima. E nada é menos verdadeiro do que isso.
Temos um novo Governo e era bom que, pelo menos, os dois principais partidos PS e PSD se sentassem à mesa, discutissem os problemas da educação e formação profissional e estabelecessem um “ PACTO DE REGIME “ para os 10 anos próximos.
Vivemos num Mundo cada vez mais especializado e com tecnologias cada vez mais sofisticadas. Hoje exige-se qualidade e respostas planeadas e com visão do futuro.
Num Mundo competitivo como o de hoje, não podemos tentar conduzir um Ferrari com a mentalidade dum carroceiro do início do século XX.
Se não acertarmos numa politica correcta e aceite por todos os intervenientes no processo, não teremos futuro como País
Já que não temos grandes recursos naturais, o futuro de Portugal depende da qualidade do seu “ CAPITAL HUMANO “.