quarta-feira, março 09, 2005

Mortalidade infantil

Quando era miúdo (já lá vão quase 60 anos), era raro o mês em que não morresse uma criança vítima de doença na área do Município onde vivia. Todos os cemitérios tinham um talhão reservado à inumação de crianças.
Em Portugal, a evolução da mortalidade infantil (morte até aos 12 meses) registou o seguinte decréscimo: de 77 crianças mortas/1000nascidas em 1960, para 5 crianças mortas/1000 nascidas em 2003.

Felizmente, neste momento, Portugal tem uma das taxas de mortalidade infantil das mais baixas do Mundo.
Segundo a O.M.Saúde, Portugal foi o País que teve a descida mais rápida da taxa de mortalidade infantil, colocando-se a 3 ou 4 lugares do topo da tabela. Estamos a aproximarmo-nos da taxa da Suécia (1º lugar), que é de 3,9.
Estes resultados positivos foram obtidos devido ao trabalho e dedicação de muitos obstetras, parteiras e pediatras.
No tempo da Ministra Leonor Beleza foi feito um levantamento exaustivo de todos os locais onde se faziam partos. Mais de 200 locais foram encerrados (o que na altura levantou uma série de protestos por parte da população e das autoridades municipais) e foram criadas novas estruturas devidamente apoiadas com pessoal habilitado, com competência clínica nas diversas valências, para acudir a todas as eventuais complicações que surgem durante os partos.
O programa de vacinação levado a efeito em todo o País e toda a política neo-natal também contribuiu para este positivo decréscimo da taxa de mortalidade infantil em Portugal.