segunda-feira, março 28, 2005

O FUTEBOL E A PAZ

O português mais conhecido do Planeta, neste momento, é o treinador do Chelsea que, aproveitando a paragem do campeonato inglês durante o período da Páscoa, transformou-se em Embaixador da Paz, durante este fim-de-semana.
Para isso deslocou-se a Israel, a convite da fundação “ The Peres Center for Peace “para ensinar e dar um treino a cerca de 1000 jovens palestinianos e israelitas que, apoiados por Shimon Peres treinam futebol, 3 vezes por semana, em equipas mistas.
Quando Shimon Peres apresentou o José Mourinho disse que “ o futebol é a única guerra em que não há mortos “.
Mourinho no convívio que teve com os jovens israelitas e palestinianos disse que “ sem paz não há futuro, não há sonhos, não há objectivos “.
Um dos jovens palestinianos que está integrado nestas equipas mistas de futebol, confessou que, antes de entrar neste projecto, estava determinado em ser suicida-bomba, mas que desistiu desse objectivo, depois de conviver com os colegas do futebol.
São gestos como este que podem ajudar a construir a Paz.
Nos adultos há ódios instalados, que dificilmente se apagam.Por isso actuar junto das crianças, através da convivência mútua, pode representar o passo decisivo para que o Médio Oriente encontre o caminho da Paz o único que vale a pena trilhar.
Não é enviando exércitos poderosos para certas regiões para subjugar e esmagar populações indiscriminadamente que será possível aproximar os homens entre si.
Com as verbas gigantescas dispendidas, por exemplo, no Iraque era possível combater a fome e a pobreza que afecta mais de um bilião de indivíduos, ajudar a dar melhores condições de vida às pessoas carenciadas, construindo infantários, escolas, universidades, hospitais e saneamento básico em África e na Ásia.
Se George W. Bush e os seus conselheiros implementassem esta politica, de certeza absoluta que S. Pedro, quando eles deixassem este Mundo, abria-lhas as portas do Céu, porque tinham feito o Bem e tinham ajudado a criar a Paz e a compreensão mundiais.
Pelo andar da carruagem, parece que, infelizmente, eles vão encontrar as portas fechadas.
A violência é uma estrada de um só sentido – conduz à violência