quarta-feira, março 16, 2005

TUNEL CEUTA/CARREGAL (PORTO)

O trânsito no centro da cidade do Porto é caótico, durante a maior parte do dia.
As autoridades locais procuraram, há muitos anos, encontrar uma solução que permitisse retirar, pelo menos, 60% do tráfego rodoviário que, neste momento, circula à superfície entre a Praça Filipa de Lencastre, Clérigos, Praça Carlos Alberto, Carmo, Cordoaria e Hospital de Santo António.
A solução que foi adoptada consistiu em projectar um túnel entre a Rua de Ceuta e o Carregal.
O Hospital de Santo António, instituição centenária que é um pilar essencial para os cuidados de saúde da Área Metropolitana do Porto, fica situado na zona do Carregal.
A Administração do Hospital ao tomar conhecimento da saída do túnel nas imediações da instituição reclamou que essa solução punha em perigo a funcionalidade e a operacionalidade dos serviços hospitalares, sobretudo no tocante às urgências.
As obras pararam e depois de muitos meses de negociações entenderam as autoridades locais prolongar o túnel mais 200 metros, até à Rua D.Manuel II, nas proximidades do Museu Nacional Soares dos Reis.
Quando essa solução foi assumida, a Administração do Museu Soares dos Reis reclamou que tal não podia acontecer, pois a infra-estrutura ia introduzir stress, vibrações e dificultava a descarga de peças para o Museu.
Acontece que, neste momento, o espaço em frente ao Museu para além de estar pejado de automóveis estacionados junto ao passeio fronteiriço e muitas vezes até com estacionamentos em 2ª fila, tem uma paragem de autocarros com tubos de escape a largar fumos (este problema só ficará resolvido com autocarros movidos a hidrogénio)
O projecto da saída do túnel a 25 metros do Museu retira o estacionamento de automóveis à sua frente e substitui o passeio fronteiriço de 1,5 metros por um passeio com 5 metros (pedonalização da zona).
Apesar disso o IPPAR corroborou a opinião desfavorável da Administração do Museu Nacional e pretende que a saída do túnel seja prolongada por mais 100 metros (Reitoria da Universidade do Porto) ou mais longe ainda junto ao Pavilhão Rosa Mota.
Isso tem custos elevados e vai conduzir a saída do túnel a uma parte da Rua D.Manuel II mais apertada, o que vai complica, em muito, a fluidez do tráfego automóvel.
Vamos ver como termina esta telenovela.
Na cidade do Porto tudo é difícil de se materializar. Quando há um projecto que vem revolucionar a gestão urbanística da urbe, há que atirar problemas para cima para complicar as coisas.
Apresento alguns exemplos: construção da Casa da Música (integrada nos projectos do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura, vai abrir, finalmente, no dia 15 de Abril de 2005), recuperação da Cordoaria, construção do Metro, expropriação dos terrenos e construção do Estádio do Dragão, recuperação do Palácio do Freixo, valorização do Vale de Campanha, construção dos molhes da Foz do Douro, recuperação da Praça Carlos Alberto, Parque da cidade e agora o Metro de superfície na Avenida da Boavista.
Mas o Porto, apesar de todos estes contratempos, tem alguns motivos para se orgulhar – não deixou que o Coliseu fosse parar a uma seita religiosa, Livraria Lello (a mais bonita livraria do Mundo), o Magestic (ambiente Belle Époque), Museu de Arte Contemporânea (Serralves), Palácio da Bolsa,o Mercado do Bolhão, as tripas à moda do Porto e a francesinha.

CARAGO, vamos lá ver se resolvem o problema do túnel.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

e biba o Puorto, carago!

6:22 da tarde  

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