segunda-feira, abril 04, 2005

COMÉRCIO CHINÊS

Até há quatro anos, o mercado europeu de rochas ornamentais era liderado pela Itália, Espanha e Portugal.

A partir desse período, a China começou a importar grandes quantidades de granitos e mármores de Portugal, em bruto.

A China transforma essas rochas portuguesas e volta a exportá-las para a Europa, incluindo Portugal, a preços 30% inferiores aos praticados pelas empresas portuguesas.

As empresas nacionais transformadoras de rochas dizem que “ A China é um País sem obrigações, pois os trabalhadores chineses, para além de trabalharem muito mais horas que os europeus, não beneficiam das regalias sociais dos trabalhadores europeus e ganham, em média 100 dólares por mês”.

A China, neste momento, é o maior exportador mundial de rochas transformadas com 10 milhões de toneladas. Portugal ocupa o 5º lugar com 3 milhões de toneladas.

Portugal tem tradição e fama pela qualidade das rochas transformadas. Há mármores e granitos portugueses aplicados em grandes obras de arquitectura espalhados por quase todos os países europeus, bem como nos países do Golfo – Dubai, Qatar, Emiratos Árabes Unidos, Arábia, Iraque etc.

Neste sector como noutros (têxteis por exemplo), a China está a impor os seus produtos a preços baixos, pois contam com os apoios estatais a que acrescem salários baixos e falta de regalias sociais.

A Europa, que tem regras sociais bem definidas para com os seus trabalhadores, tem que exigir que a China altere as regras do jogo.

No caso de tal não se verificar, terá que ser encontrado um mecanismo de restrição aos produtos chineses, para impedir a asfixia e a morte da economia europeia.

Para regras desiguais, terão que ser adoptadas posturas diferentes, neste caso, restritivas às exportações chinesas.

O “ PERIGO AMARELO “ espreita.