terça-feira, abril 12, 2005

PRODUTIVIDADE

Portugal caracteriza-se por ter um tecido empresarial, que regista baixa produtividade.
Embora haja empresas nacionais que apresentam índices produtivos elevados, comparáveis aos melhores da Europa, a média da produtividade portuguesa situa-se a 60% dos valores médios europeus.

É costume apontar as baixas remunerações como a causa desse estado de coisas.
Todos nós ouvimos esta frase “ Tal dinheirito, tal trabalhito “.

Este fim-de-semana dei-me a reflectir sobre um sector empresarial em que a produtividade é muito baixa, neste momento – O FUTEBOL.
Na última jornada da Superliga marcaram-se apenas 9 golos. Registaram-se 6 vitórias (1-0), 2 empates (0-0) e apenas uma vitória (2-1)

A baixa produtividade registada pelas equipas portuguesas é o espelho da sociedade portuguesa.
Acontece que, porém, no caso do futebol, o ditado popular tem que ser alterado “ Tal dinheirão, tal futebolzito “.

Muitos jogadores ganham salários chorudos (com muitos zeros à direita), mas o resultado “futebolês”, é diminuto.
As equipas portuguesas não têm ambição, praticam um futebolzinho de trazer por casa. A ambição é perder por poucos ou ganhar pela margem mínima.

Digo-o com muito desgosto que o caso mais gritante na presente época é o F.C.Porto.

O F.C.Porto recebeu 90 milhões de euros pela venda de jogadores. Com esse dinheiro devia ter reduzido o passivo da SAD e era desejável que reconstruísse uma equipa com poucas aquisições.

Mas não fez isso. Muito dinheiro faz mal e dá a volta à cabeça.

Fez aquisições sem sentido e caras (Cláudio, Leandro, Leo Lima etc.), cedeu jogadores (Maciel, Marco Ferreira e César Peixoto) e já no decorrer do campeonato vendeu Carlos Alberto (que tem talento), bem como Derlei (por pressão dos adeptos).

Neste momento, falta um central de categoria já que Costinha e Maniche são uma sombra do que eram.

No tempo de José Mourinho o F.C.Porto fazia uma média de 2,1 golos/jogo, com o treinador Victor Fernandez passou para 1,2 golos/jogo e com José Couceiro atingiu-se a excelente média de 0,7 golos/jogo.

Neste campeonato o F.C.Porto apenas marcou 31 golos. O Estoril, que está na zona de despromoção marcou 32 golos e as equipas do Rio Ave, Belenenses, Marítimo, Vitória de Setúbal e Nacional marcaram mais golos que o F.C.Porto.

Até quando tanto desnorte……………. CARAGO

1 Comments:

Blogger grzl said...

como não percebo nada de futebol, mando-te um beijo. e bibó porto.

9:27 da tarde  

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