domingo, maio 29, 2005

FUTEBOLÊS

Graças a Deus que terminou, hoje, a época futebolística para as principais equipas de futebol nacional.

Não houve uma única equipa que se tivesse destacado da mediocridade geral. Ganharam aquelas equipas que, em certos momentos, praticaram o futebol menos mau. Isto é um mau sintoma.

Este ano futebolístico 2004/2005 foi tão mau para a generalidade dos clubes, Deve ser feita uma reflexão cuidada de tudo o que se passou.

O futebol praticado pelas equipas portuguesas, na grande generalidade, não tem lugar na alta-roda do futebol mundial.

As nossas equipas são fracas psicologicamente, não sabem arregaçar as mangas e ranger os dentes para ultrapassas as adversidades, não praticam um futebol atacante com êxito, têm defesas muito permeáveis e embrulham muito o futebol a meio campo.

Os dirigentes também não souberam estar ao melhor nível: - contratações mal feitas de jogadores, esbanjamento de elevadas quantias de dinheiro com venda de jogadores, criação de clima de indisciplina nas equipas, agravamento da situação financeira dos clubes, falta de liderança, quezílias interpessoais e utilização de declarações pouca propícias à pacificação do futebol.

As arbitragens também contribuíram para os maus espectáculos. Os erros de apreciação de muitas jogadas, influenciaram os resultados e incendiaram os ânimos. Houve, também nomeações esquisitas.

Infelizmente, esta situação da arbitagem não é exclusiva do nosso País. Em muitos campeonatos mundiais têm-se registado erros grosseiros.

Há quem fale na necessidade de profissionalizar os árbitros. Até já se fala em salários de 100.000 euros anuais.

Será que a profissionalização dos árbitros conduzirá à verdade desportiva?