sexta-feira, maio 27, 2005

SCUTS

Foram construídas auto-estradas SCUTS (sem custo para o utilizador), para fomentar o desenvolvimento regional.

Os construtores dessas SCUTS vão receber, até 2031, cerca de 15 mil milhões de euros (mais de 10% do actual PIB nacional anual).

Os concessionários dessas vias vão receber em 2005 e 2006, cerca de 500 milhões de euros por ano. Nos anos de 2007 e 2008 o Estado vai-lhes pagar 820 milhões de euros/ano e entre 2009 e 2023 vão receber 700 milhões de euros/ano. Nos últimos 8 anos da concessão, as verbas a receber decrescem, significativamente.

Portanto, dos impostos que pagamos, uma parte vai servir para pagar os custos das SCUTS. Centenas de milhares de portugueses que residem nos Açores, na Madeira, em Barca –Dalva, em Pampilhosa da Serra, , em Mértola etc. e que não utilizam essas SCUTS, vão pagar, quer queiram quer não, através dos impostos.

Agora com a subida do ISP (imposto sobre produtos petrolíferos), vai acontecer o mesmo. Quem não utiliza as SCUTS vai suportar um encargo suplementar, para ajudar a reduzir os custos dessas concessões.

Trata-se, portanto, para centenas de milhares de portugueses, duma dupla injustiça.

Por outro lado os transportadores rodoviários estrangeiros vão beneficiar dessas vias, sem pagarem os referidos custos.

Sortes têm os Portugueses que vivem na raia da fronteira portuguesa/espanhola. Esses podem ir abastecer-se de gasolina mais barata, em Espanha, sem taxa suplementar e com o IVA a 16%.

Há dias numa das emissões da TV foi divulgada uma notícia em que produtos portugueses comprados em Espanha tinham preços mais acessíveis – café menos 1,5 euros, azeite menos 1,8 euros etc. Uma botija de gás doméstico espanhol custa menos 7 euros.

A culpa disto tudo foi o D.Afonso Henriques. Se ele não tivesse batido na Mãe (segundo dizem as más línguas), ela não teria ido para o exílio em 1128, conjuntamente com o Conde Fernando Peres de Trava. Não teria havido a independência e pertenceríamos agora a uma das 10 Nações mais desenvolvidas do Mundo.