sexta-feira, maio 13, 2005

SILENCIAR ORADORES

Ao longo da minha vida participei em centenas de reuniões de órgãos sociais das mais diversas instituições e associações, tendo presidido a muitas dezenas delas.

Quando presidia a essas reuniões, às vezes, felizmente poucas, tinha que ouvir, contrariado, intervenções de pessoas que apenas “queriam ouvir-se “ e não ser ouvidas, pois nada de novo tinham para transmitir.

Há dias ouvi uma história verídica e cheia de graça, que se dela tivesse conhecimento anteriormente, podia ter-me resolvido um ou outro problema.

Eis a história.

O Presidente da Assembleia-geral dum grande clube de futebol dirigia os trabalhos duma reunião de associados, quando “um treinador de bancada” pediu para usar da palavra, puxou dum “ testamento “ e falou, falou, falou, falou………………………….

A mensagem era repetitiva e não parecia ter fim à vista.

O referido Presidente da Assembleia-Geral levantou-se da mesa, dirigiu-se ao associado no uso da palavra e pediu-lhe, ao ouvido, para ele concluir a intervenção. Este renitente disse que não, também em surdina.

O decidido Presidente da Assembleia-Geral regressou à mesa e aos microfones disse o seguinte: Meus Senhores, manifestando compreensão pelo facto de estar a incomodar a Assembleia, o associado no uso da palavra, acaba de me pedir para lha retirar, o que vou fazer com muito gosto.

Os milhares de associados presentes aplaudiram com uma grande salva de palmas.

O associado protestou que queria continuar no uso da palavra.

O Presidente da Assembleia geral, agora em voz alta dirigiu-se ao associado e disse-lhe . Ó Homem, você outra vez? Algum dia você teve uma ovação destas? Quer mais palmas? Deus nos valha.

Os associados tributaram ao associado mais uma grande salva de palmas.

Se eu passar por uma situação semelhante, vou lembrar-me desta história e seguirei uma estratégia idêntica.