quarta-feira, junho 22, 2005

IN (JUSTIÇA)

No final do mês de Abril de 2005, foram libertados os suspeitos da morte dum Inspector da Policia Judiciária, crime ocorrido em Janeiro de 2001.

Foram libertados por excesso de prisão preventiva (4 anos e 3 meses). Durante todo este tempo o Tribunal não conseguiu notificá-los pelo crime cometido.

Estamos em finais de Junho de 2005 e os arguidos suspeitos da morte do Inspector da PJ passeiam-se em liberdade pelo País, ou até pelo estrangeiro, quem sabe.

A situação, neste momento, é ridícula, para não dizer trágica. Uma Magistrada do TIC do Porto chegou à conclusão de que não tem competência territorial para fazer a instrução do processo, pelo que vai enviar os autos para o Tribunal do Marco de Canavezes, para que este faça as diligências necessárias.

Se tudo correr bem, pode ser que, finalmente, os suspeitos sejam notificados.

Pode, no entanto, acontecer que o Tribunal do Marco de Canavezes chegue à conclusão de que também não tem competência para fazer a instrução do processo, pelo que poderá devolver o processo para o Porto ou para Penafiel, local onde foram feitos os assaltos e onde decorreu a cena de tiroteio de que resultou a morte do Inspector da PJ.

Os agentes da PJ terão que estar, justificadamente, revoltados com a falta de eficiência dos Tribunais.

Todos os dias há noticias de mais e mais crimes violentos e alguns até cometidos com ousadia( homicídios, assaltos a ourivesarias com escavação de túneis, arranque de caixas de Multibanco com uso de retro escavadoras, roubos em bombas de gasolina e carrinha de valores etc.etc).

Como podem andar motivados os Agentes da PJ a combater o crime organizado, se eles sabem que um colega caiu baleado no cumprimento do dever e os suspeitos continuam à solta?

Triste sina dum País que vive no reino do “ FAZ DE CONTA “