quinta-feira, junho 30, 2005

IVA (Isto Vai Abaixo)

Amanhã, a maioria das transacções vão sofrer um aumento do IVA para 21%.

As famílias das classes média e baixa vão suportar, com muita dificuldade, mais este agravamento suplementar nas aquisições de combustíveis, vestuário, calçado, comunicações, energia, automóveis etc.

Calcula o INE que para uma família com 1 filho jovem, o acréscimo da despesa por ano no cabaz dos bens essenciais vai representar 74 euros.

Se a taxa do IVA for aplicada em todas as transacções, calcula-se que, por cada 1% de aumento do IVA, o Estado arrecada por ano cerca de 550 milhões de euros.

Acontece que a fuga a esta tributação a 21% vai aumentar muito mais e a receita final obtida vai ficar aquém do previsto.

Calcula-se que a economia paralela (que mina o funcionamento da economia) no nosso País representa 20% do PIB, qualquer coisa como 25 a 30 mil milhões de euros. É muita massa a fugir à tributação fiscal.

Se a taxa fosse mais baixa, a maior parte dos consumidores e das empresas não fugiam tanto ao imposto do IVA.

Assim com o IVA a 21% agravamos a situação competitiva do País, mormente face à Espanha, onde a taxa mais elevada é de 16%.

Tenho azar em não viver, por exemplo, em Valença. Bastava andar 2 Kms e adquiria produtos mais baratos.

Diz o Governo que o acréscimo da taxa do IVA, vai ser canalizado para garantir a sustentabilidade da segurança social. Oxalá que assim seja, para que os nossos filhos, daqui a uns anos, tenham as reformas adequadas a um razoável nível de vida.

Se o acréscimo for para alimentar o peso mastodôntico da Administração Pública (que já absorve 50% do PIB), estou contra.

Com este IVA (Isto Vai Abaixo)