quarta-feira, julho 20, 2005

ABAIXO OS MANUAIS ESCOLARES

Sou adepto de se acabar com a maior parte dos manuais escolares nos 3 ciclos do Ensino Básico.

Quem começou a ler este texto, pode pensar – este gajo é maluco.

Olhe que não, olhe que não!

Vejamos porquê.

Existem no mercado mais de 1.200 manuais escolares do ensino básico e secundário. Segundo os dados da APEL, só no 1º ciclo existem para o 1º ano 21 manuais da Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 18 do Estudo do Meio.

Isto significa que o mercado está desregulado, pois há excesso de oferta.

Será que um Professor, mesmo com muita boa vontade profissional escolherá entre 20/30 manuais o melhor em termos pedagógicos e didácticos? Nos casos do 1º ano, em regime de monodocência, o Professor pode avaliar 60 manuais para decidir o que vai adoptar?

Como resolver este problema?

Na minha óptica, o M.Educação deve definir com clareza os objectivos, as orientações curriculares e os conteúdos da aprendizagem para cada disciplina.

Estes objectivos educacionais teriam uma vigência temporal de 4 anos para o 1º e 2º ciclos do ensino básico e de 3 anos para o 3º ciclo.

Os grupos editoriais elaborariam os textos correspondentes a cada disciplina, organizados por módulos. Os textos seriam avaliados por uma Comissão Especializada e independente. Os textos não deviam conter indicações referentes ao grupo editorial.

Seriam aprovados, no máximo 6 textos/disciplina. Este critério, embora possa ser considerado como restritivo da autonomia editorial, obrigaria os grupos a serem exigentes consigo próprios

Os manuais escolares actuais promovem, de certo modo a preguiça intelectual dos alunos, pois eles só estudam o que vem nos manuais.

Os estudantes precisam de aprender a aprender.

Por isso entendo que os Manuais Escolares deviam ser substituídos por fichas organizadas em módulos e em formato A4.

Os alunos podiam completar os conteúdos das fichas através de pesquisa na Internet. Essa pesquisa estimularia a criatividade dos alunos, fomentando nestes a curiosidade, e o espírito da descoberta. Cada aluno quase que era obrigado a organizar a sua própria aprendizagem. Num Mundo globalizado como o que temos pela frente, cada vez é mais necessário motivar os jovens para que sejam os construtores do seu próprio futuro.

As fichas representam ainda uma dupla vantagem. Por um lado os Pais podem dividir os encargos de aquisição dos textos ao longo do ano, em vez de serem obrigados a gastar, no mês de Setembro cerca de 25% dos seus vencimentos (no caso de lares de parcos recursos). Por outro lado os alunos deixam de andar todos curvados com mochilas carregadas de livros, de que só vão utilizar 3 ou 4 páginas., nas aulas.

2 Comments:

Blogger rajodoas said...

Vim agradecer-lhe o comentário e também o link que retribuirei com todo o gosto, de imediato. Quanto ao post
abaixo os manuais e não só todo o sistema de ensino, adequando-se este
às necessidades do mercado. Basta de continuar a cometer o erro de licenciar jovens em cursos que não têm
a mínima aplicabilidade no mercado de trabalho.

10:47 da tarde  
Blogger Carmem L Vilanova said...

Passei para deixar-te um sorriso :o)

7:05 da tarde  

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