sábado, julho 09, 2005

LONDRES 7/07


Fanáticos islâmicos, carregados de ódio contra o Ocidente, atacaram de forma selvática e terrivelmente eficaz cidadãos inocentes, residentes em Londres.
É a barbárie na sua expressão mais cruel.
Pela 2ª vez os terroristas escolheram actuar em meios de transportes urbanos, pois representam uma dupla vantagem. Por um lado as explosões podem causar verdadeiros morticínios (o Metro de Londres é usado por 3.000.000 pessoas/dia). Por outro lado os atacantes (desde que não sejam suicidas) passam despercebidos, mais facilmente, no meio da multidão em pânico e em fuga.
Mais uma vez interrogamo-nos – Porque acontecem estes ataques?
Infelizmente, não tem existido habilidade para conquistar os corações e as boas vontades de muitos milhões de árabes.
Uma parte significativa de árabes vive em condições indignas, sem qualidade de vida e com privações de toda a ordem. A juntar a estas condições negativas de vida, alia-se, em alguns Países, a ocupação territorial por forças estrangeiras para estabelecer a democracia.
É o orgulho árabe que se sente esmagado.
Milhares e milhares de árabes que vivem no limiar da pobreza são o fermento propício para que fanáticos (normalmente muito ricos) os conquistem para combater os “ CRUZADOS DO OCIDENTE “
O terrorismo exige que os serviços de informações ocidentais cooperem de forma efectiva, na prevenção e desarticulação de “células adormecidas” que aguardam ordem para agir.
Em complemento desta acção preventiva, é preciso encontrar novas formas de combater o terrorismo – começar por conquistar a amizade de Países islâmicos moderados com apoios a nível socio-económico, estabelecimento de parcerias no domínio cultural e cientifico, de modo a atenuar os antagonismos criados ao longo mais de mil anos – cristãos contra mouros e vice-versa.
Londres em 6/07 viveu um dia de alegria esfusiante ao saber que ia receber os Jogos Olímpicos em 2012.
Vinte e quatro horas depois, iniciava-se a Conferência do G 8 , para discutir, entre outros problemas, a pobreza principalmente em África. É neste dia em que se encontravam reunidos os representantes de ¾ da população mundial, que o terrorismo atacou e Londres passou da alegria para o luto, o drama e o horror colectivo.
Foi assinalável ver as imagens das pessoas atingidas a controlarem as suas emoções duma forma contida. O mesmo povo que comete excessos brutais quando assiste aos jogos de futebol, viveu os momentos de horror com uma calma tensa.
Parabéns também aos órgãos de comunicação social e às entidades governamentais que souberam gerir com contenção o fluxo informativo.
Última curiosidade!
Nas vésperas da Conferência do G 8 vi imagens de autênticos vândalos a destruir carros e equipamentos de uso colectivo, de forma selvática. O atentado fez desmobilizá-los, pois ficaram sem argumentos válidos e sustentáveis.
Só o diálogo constrói. Na minha óptica, não é com actuações como esta, que será possível criar um Mundo mais justo, mais fraterno e mais solidário.
O Homem continua a ser o maior inimigo do próprio Homem.