sexta-feira, agosto 19, 2005

DESEMPREGO

De acordo com as últimas estatísticas oficiais, o desemprego registado no 2º trimestre de 2005 aumentou 0,9% em relação a igual período de 2004.

Tradicionalmente o Alentejo era a região que apresentava maiores percentagens de desemprego. Acontece porém que, neste momento, a região do Norte é a que apresenta valores percentuais mais elevados.

Para explicar esta situação na Região Norte, convém apontar as seguintes causas – elevada taxa de abandono escolar e fraco nível de formação de base, predominância de sectores tradicionais que estão em crise (têxtil, vestuário e calçado), falta de investimento nas obras públicas e privadas e falta de capacidade para criar empresas em áreas de base tecnológica.

O desemprego é uma “ doença social “ de consequências dramáticas quer para os trabalhadores e respectivas famílias, quer para as finanças públicas.

Temos que nos convencer que o emprego “tradicional “ morreu. O modelo em que um trabalhador entrava para uma empresa e aí continuava ao longo de toda a sua vida profissional, deixou de existir.

Cada vez mais a flexibilidade no emprego vai ser uma constante. Os trabalhadores têm que, ao longo da sua vida produtiva, adaptar-se a novas profissões, a novos desafios e a novas competições.

Infelizmente, quem não estiver mentalmente preparado para estas situações, sossobrará.

É evidente que o desemprego, em Portugal, infelizmente, vai continuar a aumentar. O desemprego só diminuirá quando o País tiver um crescimento económico superior a 2,5% ao ano.

Há muitos estudos feitos sobre o desemprego e há dezenas de terapêuticas para o solucionar.

Temos sectores estratégicos com técnicos profundamente habilitados para desenvolverem estratégias fundamentais para o nosso crescimento e desenvolvimento económicos.

Existem no País “ CENTROS DE EXCELÊNCIA “ e potencial de inovação que podem ser mais dinamizados através de parcerias entre o sector público (Universidades) e o sector empresarial.

Temos que apostar na electrónica, robótica, engenharia biomédica e agro-alimentar, plásticos técnicos, agricultura de especialidades, celulose, papel, moda e têxteis técnicos, indústria automóvel e aeronáutica, informática, consumíveis hospitalares, turismo residencial, exploração dos recursos marinhos etc.

Há, no entanto, um sector em que temos que intervir – reduzir a nossa dependência energética dos combustíveis fósseis importados e apostarmos nas energias renováveis
.Só assim poderemos ganhar alguma competitividade num mundo globalizado, como o que nos atinge todos os dias.

2 Comments:

Blogger Ludovicus Rex said...

Uma Doença Social sem cura...

7:39 da tarde  
Blogger CP said...

Concordo com tudo o que dizes. Está aqui tudo resumido.

Relativamente ao desemprego, apenas um à parte: os desempregados que pretendam criar o seu próprio emprego deparam-se com algumas dificuldades. A primeira das quais é em relação ao objecto social. Por exemplo, não é possível criar nenhuma empresa relacionada com imóveis, desde a construção, promoção, avaliações, mediação, etc.
Questionados os responsáveis, respondem: Pode criar com o CAE (não sei quantos) que se chama: "Outros serviços prestados às empresas" e depois muda!
Mas afinal o que é isto?
Andamos a brincar?
Como é possível por outro lado haver tantos desempregados e em cada centro de emprego estarem centenas de anúncios de emprego afixados?

Não percebo nada disto.

8:03 da tarde  

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