segunda-feira, setembro 26, 2005

TEATRO ROMANO DE MÉRIDA


Foi construído por Marco Vipsanio Agripa no ano 15 A.C.

É utilizado para espectáculos de grande nível. É aqui que tem lugar, todos os anos, o Festival de Teatro Clássico, entre finais de Junho e princípios de Julho, com representações teatrais, ballet, ópera e concertos sinfónicos.

Tem as excelentes condições acústicas, que eram apanágio dos teatros romanos.

Tem uma capacidade para 5.000 espectadores.

A fotografia mostra a espectacular fachada de colunas coríntias (de 18 metros de altura), decorada com uma escultura duma divindade. No espaço contíguo aparecem esculturas de personagens imperiais.
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CAMPANHA ELEITORAL


A partir de amanhã e até ao dia 7 de Outubro, estarei envolvido nas eleições autárquicas.

Por isso as minhas "bloguices " vão sofrer algumas paragens.

Infelizmente, vou perder a oportunidade de ler alguns textos sensacionais, que tenho lido na blogosfera.

Afinal, quem fica a perder sou eu. Paciência. Hei-de recuperar depois do dia 10 de Outubro.

Até lá, boas análises dos factos do quotidiano e bons testemunhos de casos vividos.

A blogosfera é um mundo !

sábado, setembro 24, 2005

CARTAZ DA FEIRA DAS COLHEITAS


Cartaz da Feira das Colheitas que está a decorrer em Arouca

FEIRA DAS COLHEITAS

Está a decorrer, em Arouca, a tradicional FEIRA DAS COLHEITAS.

Há concursos pecuários, debates sobre temas agrícolas, exposição agrícola e pecuária, gincana de tractores, exposição das actividades económicas e de maquinaria agrícola, concertos musicais com a participação das Bandas Musicais de Arouca e de Revelhe (Fafe), desfolhada tradicional com arraial de concertinas, fogo preso e de artificio, desfile etnográfico e cortejo de açafates e espectáculos musicais.

Esta Feira das Colheitas nasceu em 1945, realizando-se, portanto, há 60 anos.

Em 1945, tinha terminado a II Grande Guerra Mundial. A Europa tinha ficado mergulhada num mar de miséria e fome.

Portugal, apesar de não ter participado activamente na guerra, era também vítima desse panorama tenebroso A agricultura tinha mergulhado na mais profunda letargia. Era o tempo de uma sardinha para 2, água de unto ao almoço e couves com feijão à ceia.

Nessa altura o Presidente do Grémio da Lavoura de Arouca, António de Almeida Brandão, homem ligado à agricultura, teve uma ideia para reanimar a lavoura em Arouca.

Criou uma Comissão em cada uma das 20 freguesias do Concelho a quem incumbiu a tarefa de angariar fundos para custear as despesas da festa, mas também para incentivar as comunidades a formarem grupos folclóricos para animar a festa e para se organizarem exposições dos melhores produtos cultivados em Arouca.

Como incentivo, instituiu vários prémios que contribuíram, na altura, para o aumento da produtividade da agricultura em Arouca.

Do fundo das arcas saltaram lindos trajes, recolheram-se canções e músicas da tradição popular e escolheram-se os melhores exemplares produzidos nos campos.

Jovens e velhos, homens e mulheres aderiram com entusiasmo a esta ideia e o bairrismo e a vaidade fizeram o resto.

No último fim-de-semana de Setembro de 1945, a Vila de Arouca encheu-se de milhares e milhares de arouquenses e de forasteiros. A festa foi um êxito e mereceu ser notícia nos principais órgãos de comunicação escrita da altura.

quarta-feira, setembro 21, 2005

PENHA DOS NAMORADOS


Foto tirada do Castelo árabe de Antequera (que fica a 60 Kms a norte de Málaga).

A fotografia mostra uma silhueta humana saliente na paisagem da veiga antequerana.

Conta a lenda que um jovem cristão foi feito prisioneiro pelas tropas do Governador árabe da região. Feito escravo, quis o destino que se apaixonasse pela filha do Governador. Como a relação amorosa não era aceite pela família da jovem, eles resolveram fugir e refugiaram-se na montanha próxima de Antequera. O pai da jovem, reuniu tropas e perseguiu-os. Localizaram-nos e foi dada ordem para se entregarem. Como sabiam que nunca mais se veriam e que o jovem seria, naturalmente morto, abraçaram-se um ao outro e atiraram-se do penhasco.

segunda-feira, setembro 19, 2005

PRAIA DO BAJONDILHO


Vista da piscina do hotel em Torremolinos e da praia do Bajondilho, tirada do nosso quarto.

CATÁSTROFE DE NOVA ORLEÃES

Durante as férias em Torremolinos assisti, incrédulo, à passagem de imagens terríveis que os media difundiam sobre o desastre de Nova Orleães, devido ao furacão Katrina.

Tenho que reconhecer, em face dos factos ocorridos, que tivemos o sistema americano a funcionar no seu melhor – SALVE-SE QUEM PUDER.

Quando foi recomendada a evacuação de Nova Orleães, só saíram os que tinham capacidade de sobreviver devido ao nível económico, mobilidade, idade ou até raça.

Os pobres (grande maioria), os idosos, os enfermos que puderam chegar ao estádio coberto foram empilhados às dezenas de milhares sem cuidados médicos, privados de alimentos e de água, sem medicamentos e mais grave que tudo – SEM ESPERANÇA.

Foi uma selecção monstruosa e criminosa feita entre ricos e pobres, brancos e pretos, jovens e velhos, sãos e doentes.

A Administração americana em vez de accionar os planos de protecção civil, em vez de enviar meios de resgate, em vez de disponibilizar maquinaria para enfrentar as inundações, o que enviou foram tanques, armas, soldados e policias para deter os saques e as pilhagens.

Como é possível que o País que se considera o mais desenvolvido do mundo (que bombardeia asteróides, que chega à lua, que explora Marte, que organiza viagens pelo espaço sideral, que coloca muitas dezenas de milhares de soldados, em poucas horas, para atacar um País adversário, não consegue reagir de forma positiva a uma catástrofe natural.

Uma caricatura publicada num jornal espanhol retratava a 1ª página do “The New Orleans Times” com este texto – OS PAÍSES POBRES OFERECEM AOS EUA 0,7 % DO SEU PIB.

Até o arqui-inimigo cubano colocou 1.100 médicos com experiência em situações de emergência à disposição dos EUA, sem qualquer contrapartida politica ou económica.

Uma última informação publicada no EL PAIS no dia 7 de Setembro. A empresa Halliburton de que foi responsável máximo o actual Vice-Presidente dos EUA Dick Cheney, vai ficar com o maior bolo financeiro canalizado para a reconstrução de Nova Orleães, dado que a empresa tinha celebrado um contrato com o Pentágono, em Junho, sem concurso prévio, para eventuais obras de reconstrução em caso de desastres naturais

Esta empresa, bem como a sua subsidiária KBR (Kellog, Brown & Root Services) têm sede em Houston (Texas) – terra do grandessissimo actual Presidente dos EUA.

Viva o rega-bofe Um mar de oportunidades e de lucros, com a desgraça dos outros.

domingo, setembro 18, 2005

REGRESSO




Aqui foi o meu quartel-general em Torremolinos. O serviço era excelente e o restaurante apresentava todos os dias pratos variadíssimos e de excelente qualidade.

Recomenda-se.

Sou um viajante na verdadeira acepcção da palavra. Saio de casa, sei o local de destino mas, quando chegar, cheguei.

Para chegar a Torremolinos, dormi e passeei em Beja, parei em Serpa, fomos controlados pela Brigada de Trânsito em Vila Verde de Ficalho, almoçamos em Jabugo (capital do presunto ibérico em pleno Parque Natural da Serra de Aracena), seguimos por Sevilha e dormimos e passeamos em Antequera (terra cuja história se perde no limiar dos tempos - neolítico).

No outro dia, chegamos, por volta das 13 horas a Torremolinos.

Tivemos umas férias excelentes, dias tranquilos na praia do Bajondilho de areias finas, bem cuidada e dotada de variados" chiringuitos" (restaurantes de praia). O peixe foi rei à hora dos nossos almoços.

Ao longo dos próximos dias vou partilhar algumas das centenas de fotografias que tiramos destes e de outros locais por onde andamos.