quinta-feira, outubro 20, 2005

CO-INCINERAÇÃO

Mais uma vez, o Governo de José Sócrates dizem uns que “por teimosia “ e digo eu que “ por manobra de afirmação politica “, quer implementar o processo de co-incineração de resíduos industriais nas cimenteiras de Souselas e de Outão, “ logo que os pareceres da anterior Comissão Cientifica estejam actualizados “.
Se já está tomada a decisão, para quê obter mais pareceres? Querem fazer de nós estúpidos?
O que se sabe das quantidades de Resíduos Industriais existentes em Portugal :
produzem-se, anualmente, cerca de 29 milhões de toneladas de RIB(Resíduos Industriais Banais ) – resíduos das mais variadas actividades desde pedreiras, industrias alimentares, madeira, têxtil, papel, cartão, couros refinação de petróleo etc.,
- produzem-se cerca de 250.000 toneladas/ano de RIP (Resíduos Industriais Perigosos ) – óleos, solventes, derivados benzénicos e de tolueno etc.
Como eliminar estes resíduos industriais?
- INCINERAÇÂO DEDICADA – elimina os resíduos , através da queima em unidades fabris construídas de raiz para o efeito.Este processo , como exige muita matéria prima para ser rentável, desincentiva a reciclagem e a valorização dos resíduos. Liberta toxinas e as cinzas, depois de inertizadas, precisam de ser depositadas em aterros. O custo da eliminação é de 400 euros/tonelada
CO-INCINERAÇÃO – elimina os resíduos por queima em unidades industriais já existentes, nomeadamente cimenteiras. A introdução de resíduos como combustível beneficia a factura energética das cimenteiras, pois os resíduos substituem 25% do carvão utilizado como combustível (será que haverá baixa no preço do cimento?).Este processo desincentiva a reciclagem e as cinzas são integradas no cimento(mesmo as tóxicas). Há uma parte dos RIP que não podem ser eliminados por esta via. O custo da eliminação é de 150 euros/tonelada.
CIRVER (Centros Integrados de Valorização e Eliminação de Resíduos) - eliminam-se os resíduos através dum sistema de triagem e de tratamento por fileiras. Pode ser adoptada para 90% dos resíduos industriais. Parte dos resíduos são recuperados e valorizados (ex. óleos usados), sendo outra parte, depois de inertizada, depositada em aterros. Cerca de 15% dos resíduos perigosos não encontram, neste sistema, solução final, pelo que têm que ser exportados (25.000 toneladas). Há, no entanto, uma directiva comunitária que impõe a necessidade de cada País ter o seu próprio sistema de eliminação.

A estas 3 soluções que se discutem, eu apresento uma outra de que tomei conhecimento, recentemente, e que está a ser adoptada nos EUA, Japão e Suiça – A PIRÓLISE PLASMÀTICA.
Em que consiste?
É a queima de resíduos perigosos em recinto fechado, a elevadas temperaturas, com ausência de oxigénio. Este sistema é energeticamente auto-sustentável e o balanço energético é positivo, pois produz mais energia do que a que consome. Tem a vantagem de não libertar dioxinas nem furanos.

Não podemos ser neutros neste problema. Temos que encontrar uma solução ambientalmente correcta e economicamente viável.

Não podemos é continuar a ser vítimas do Sindroma BANANA (Build Absolutely Nothing, Anywhere, Near Anybody)

1 Comments:

Blogger rajodoas said...

Pois é caro Duarte a sugestão é boa mas não deverá ser essa a opção. E porquê. Porque como sabe nestas opções o facto determinante visa normalmente beneficiar empresas ou grupos economicos que poderão através da negociata política, tirarem altos proventos. Com um abraço do Raul

7:44 da tarde  

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