terça-feira, novembro 22, 2005

DIA DA MEMÓRIA

Ontem, assinalou-se em todo o Mundo desenvolvido, o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada.

Apesar de termos reduzido, nos últimos anos, a taxa de mortalidade nas estradas nacionais, continuamos a ter o maior índice de sinistralidade europeia.

Vamos registar, até ao fim deste ano, mais de 1.000 mortos nas estradas nacionais e cerca de 4.500 feridos graves e 35.000 feridos ligeiros.

A estatística dos mortos é feita apenas com base nos óbitos ocorridos nas 24 horas imediatas ao acidente. Os feridos graves que, entretanto, morrem, não contam para as estatísticas. Calcula-se que cerca de 15/20% desses feridos graves, morrem nos 30 dias imediatos aos acidentes.

Podemos, portanto concluir que, neste momento, morrem nas estradas portuguesas, cerca de 2.000 pessoas/ano.

É uma autêntica carnificina, temos que reconhecer.

Morrem tantas pessoas nas estradas portuguesas durante um ano, como as baixas que se registaram nas tropas da coligação que invadiram o Iraque.

Estamos a travar, por isso, uma.”Guerra “ nas estradas nacionais.

Todos nós cometemos, de vez em quando e em certas circunstâncias, uma ou outra transgressão nas estradas. Acontece, porém, que há condutores que cometem todos os dias os mesmos erros de condução agressiva e perigosa – excesso de velocidade, ultrapassagens mal calculadas, não atender ao estado das estradas, do piso e das viaturas, uso de telemóvel, não usar cinto de segurança etc.

Conto dois casos que vi, hoje de manhã numa estrada nacional, que atravessa uma zona urbana e onde é proibido circular a mais de 50km/hora – um carro do Corpo Diplomático circulava dentro dos limites de velocidade definido, mas o condutor usava o telemóvel (devia estar a discutir com alguém a diplomacia económica a desenvolver nos Países da lusofonia, ou as graves questões ligadas à invasão dos produtos manufacturados provenientes do Oriente) Vi também um instrutor duma Escola de Condução que circulava nesse troço urbano a uma velocidade extremamente excessiva, pelo que os seus alunos, vão copiar esse exemplo de condução irresponsável.

Eu cometo, às vezes, alguns erros. Vou procurar emendar-me.