quarta-feira, novembro 30, 2005

PROTOCOLO DE QUIOTO


Está a decorrer, em Montreal, a 1ª sessão da Cimeira das Nações Unidas sobre o Clima, depois da reunião de Quioto, onde foram definidas as regras de emissões de gases de efeito de estufa.

O Protocolo de Quioto entrou em vigor em 16 de Fevereiro deste ano, tendo sido ratificado por 142 Paises.Os Países desenvolvidos comprometeram-se a reduzir, até 2012, as emissões de gases com efeito de estufa em 5,2%(em relação aos valores de 1990).

Os EUA (o maior poluidor do Planeta) e a Austrália rejeitaram o Protocolo de Quioto com base no argumento de que a redução de emissão de gases com efeito de estufa seria um colete-de-forças ao desenvolvimento económico dos 2 Países.

A Humanidade, se não fizer nada, caminha a passos largos para uma catástrofe gigantesca, de que são exemplo os recentes furacões, as cheias torrenciais, as depressões tropicais e as vagas de calor.

E Portugal, como está neste aspecto?

Somos, neste momento, o País da Europa que emite mais gases poluentes, proporcionalmente à produção que temos. Somos o campeão europeu da ineficiência energética.

É um triste atestado do nosso atraso, porque:
- circulamos demasiado em rodovia
- utilizamos transportes obsoletos(importamos carros e autocarros velhos) e poluentes
- apostamos como politica de transporte no estradismo, no carrismo e no camionismo
- não temos estimulado, de forma decisiva, as energias alternativas
- não modernizamos o tecido produtivo
- fomentamos o uso de automóvel - construímos túneis, pontes e parques subterrâneos
- construímos sem preocupações térmicas.

Portugal já ultrapassou a quota de emissão de CO2 que estava definida para o nosso País. Para corrigir esta situação gravosa, Portugal tem que atingir, até 2012, as seguintes metas:
Electricidade
-39% da electricidade tem que ser obtida de fontes renováveis
Combustíveis
- substituir 5,75% da gasolina por biocombustivel
Edifícios
- apostarmos na eficácia térmica na construção e instalação de paineis solares para aquecer água nos edifícios novos
Transportes Públicos
- termos autocarros movidos a gás natural(existem 175 no Porto, correspondentes a 30% da frota)
- transferência de transportes de mercadorias por conta própria por frotas especializadas
- expansão das redes de metro
- aumento das tarifas de parqueamento
Condução Automóvel
-a redução da velocidade média nas auto-estradas (passar dos 120Kms/hora para 114Kms/hora implicaria menos 300.000 toneladas de CO2 no ar)
- imposto automóvel com tributação crescente em função do aumento de emissão
Agricultura e Florestas
- criação de 600.000 hectares de novas áreas florestais(absorvem CO2)
- produção de electricidade a partir do biogás.

Se não fizermos nada, temos que comprar os direitos de emissão a Países que não atingiram as suas quotas de emissão. Prevê-se que, até 2008 cada tonelada de CO2 custará 50 euros e, a partir dessa data custará 100 euros.A China, a India e o Brasil já estão no mercado de créditos de carbono. Calcula-se que, este ano, o mercado de créditos de carbono movimente 5 a 7 biliões de dolares em todo o Mundo.

As Centrais Termoeléctricas de Sines e Setúbal, emitem 12.000.000 toneladas anuais de CO2 e a Central de Ciclo Combinado da Tapada do Outeiro emite 2.700.000 toneladas.

É só fazer as contas de quanto nos custará. Em 4 anos, representará uma verba superior aos custos do Aeroporto da Ota ou do TGV.

Temos que pôr um travão nesta corrida desenfreada e louca no uso de combustíveis fósseis, caso contrário, caminhamos para uma catástrofe civilizacional.

O esforço tem que ser um desafio colectivo.
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1 Comments:

Blogger Mendes Ferreira said...

um abraço. sem esforço.

3:50 da tarde  

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