sexta-feira, dezembro 23, 2005

Mensagem de Natal




A todos os que, periodicamente, visitam este blog, desejo sinceramente que passem BOAS FESTAS.

Desejo a todos muita saúde e paz.

Oxalá que o Novo Ano que vai começar, em breve, traga muitas alegrias a todos.

Seria bom que a Humanidade tivesse mais tolerância, praticasse mais a solidariedade e conseguisse eliminar a pobreza e a miséria.

Se acabassem as guerras e os ódios, este sonho era, perfeitamente realizável.

Um abraço para todos

quarta-feira, dezembro 21, 2005

BARBÁRIE HUMANA

A cidade de Barcelona, apesar do enorme progresso económico de que goza, apesar do cosmopolitismo das Ramblas, do Bairro Gótico, da monumentalidade da arquitectura de Gaudí, da modernidade do Porto Olímpico e do Fórum, tem problemas sociais, como as grandes urbes que, infelizmente, não conseguem dar uma resposta positiva a essas “chagas civilizacionais”.

A cidade de Barcelona, como outras grandes metrópoles, convive, no dia a dia, com os sem-abrigo.

E, infelizmente, tem também selvagens que sentem prazer em espezinhar e maltratar os excluídos.

Há poucos dias, 3 jovens catalães da classe média (um deles menor), resolveram divertir-se à custa duma sem-abrigo que dormia junto a uma caixa de Multibanco.

Bateram-lhe, até “ fartar vilanagem “.

Talvez tenham comentando, entre eles, o “belo serviço” que tinham feito.

Devem ter reconhecido que o serviço não tinha sido completo. Regressaram, então ao local das bárbaras agressões e regaram a sem-abrigo com gasolina e queimaram-na viva.

Quando foram detidos, apresentaram como justificação para o sucedido, esta coisa espantosa. Não queriam fazer mal…… MAS A MÃO FUGIU-LHES.

Como é possível, em pleno sec. XXI, haver comportamentos tão abjectos como este?

Que valores humanos regem estes selvagens?

Tratando-se de jovens oriundos da classe média (a quem nada deve faltar), é caso para perguntar – o que falhou? A Família? A Escola? ou a Sociedade ?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

MANUAIS ESCOLARES

Mais uma vez estamos a debater, no nosso País, o problema dos manuais escolares.

Todos os dias, se estivermos atentos aos alunos que se cruzam por nós nas ruas, podemos constatar que eles transportam quilos de livros nas mochilas, muitas vezes mal colocadas nas costas, o que para além do desconforto devido ao peso, representa uma deformação da coluna vertebral, com graves danos para a saúde.

Os alunos podem ver-se obrigados a transportar 6 manuais por dia, para utilizarem, apenas 2 ou 3 páginas de cada um deles nas aulas diárias.

Com o avanço das novas tecnologias, existem outros modelos que podem, mais eficazmente, contribuir para a aprendizagem. Por isso, eu não sou um adepto ferrenho da existência de manuais escolares.

Qual é a solução que advogo para esta questão?

Para cada disciplina existiriam fichas temáticas que fizessem uma abordagem do tema duma forma rigorosa e concisa.

Por exemplo – História do 9º ano – seriam elaboradas fichas temáticas em formato A4 sobre: A Europa e o Mundo no limiar do Sec XX /Crise e Queda da Monarquia /Mutações na estrutura social e nos costumes / Os regimes fascistas e nazi / Reconstrução e politica de blocos etc.

Os alunos seriam incentivados a pesquisar na Internet outros meios de informação para completarem a sua aprendizagem.

A pesquisa criaria hábitos de descoberta e de criatividade. A aprendizagem seria assim uma construção pessoal, que potenciaria novos desafios para o mundo globalizado, cada vez mais exigente.

Os alunos teriam, assim, apenas necessidade de transportar uma pasta A4 contendo os temas da aula do dia.

Esta solução teria ainda uma vantagem adicional. Há muitas Famílias, sobretudo as de mais baixos rendimentos, que passam por verdadeiros dramas no mês de Setembro, pois têm dificuldades em comprar os livros para os filhos. Muitas Famílias levam um rombo de 50% no vencimento do mês de Setembro e há alunos que apanham faltas injustificadas por falta de material.

Com a adopção de fichas temáticas o esforço financeiro seria distribuído ao longo do ano escolar.

Os manuais escolares podem ser um bom negócio para as editoras, mas não são, necessariamente uma boa solução para os alunos.

Se queremos um País diferente e melhor, temos que incentivar os nossos jovens a terem espírito de descoberta, de pesquisa e de criatividade.

domingo, dezembro 11, 2005

XV CONGRESSO DA ANMP


Participei no XV Congresso da ANMP – Associação Nacional dos Municípios
Portugueses, que decorreu nos dias 9 e 10 do corrente na cidade do Porto, no Centro de Congressos da Alfândega, subordinado ao tema “ Descentralizar Portugal. Modernizar o Poder Local “.

Foi analisado o Relatório de Actividades da ANMP 2003-2005 no tocante a: - elaboração de estudos
- emissão de pareceres sobre diplomas legais e regulamentares
- promoção de debates sobre temas diversificados de gestão autárquica

Foram aprovadas as Linhas Gerais de Actuação 2006-2009, balizadas nos seguintes vectores:
- contribuir para a coesão económica, social e territorial corrigindo as assimetrias existentes
- lutar pela autonomia do Poder Local como principio indispensável e indissociável da consolidação e desenvolvimento do regime democrático, sobretudo nos domínios administrativos, financeiros e no planeamento e gestão do território
- organização e modernização administrativa e desburocratização dos serviços, apostando nas potencialidades das TIC’s.

Participaram mais de 1.000 autarcas do País, bem como representantes de autarquias dos PALOP´s de África. Estes representantes africanos falaram das suas experiências municipais, dos problemas com que se debatem as suas comunidades no tocante às infra-estruturas básicas e sobretudo na esperança que depositam no futuro, agora que foi alcançada a paz.

Foi nítido ao longo do Congresso o descontentamento manifestado pela grande maioria dos autarcas de todos os quadrantes políticos, relativamente aos constrangimentos financeiros definidos pelo Governo através do Orçamento Geral do Estado para 2006 para as autarquias, bem como a falta de dialogo com o Governo, apesar dos múltiplos pedidos de audiência formulados.

O Sr. Primeiro-ministro procurou, na sua intervenção de encerramento dos trabalhos, sossegar os autarcas, afirmando que o Governo está disponível para negociar com a ANMP em sete áreas principais:
- descentralização de competências
- participação nos programas do próximo QCA
- nova lei de finanças municipais
- reformulação dos contratos-programa
- revisão dos regimes de associativismo intermunicipal
- criação e fusão de municípios
- mudança nos licenciamentos

É bom que se recorde que, apesar de alguns erros cometidos pelo Poder Local, este absorve apenas 10% das finanças públicas e realiza 56% do investimento público concretizado em Portugal.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

INCINERAÇÃO DE LIXOS URBANOS

A ERSUC (Empresa de Resíduos Sólidos Urbanos do Centro) trata os lixos domésticos produzidos em 36 Concelhos pertencentes aos Distritos de Coimbra, Aveiro e Leiria.

Actualmente os lixos urbanos recolhidos num total de 400.000 toneladas/ano, são depositados em 3 aterros sanitários (Taveiro, Taboeira e Figueira da Foz) e que esgotam a sua capacidade de armazenamento, dentro de 2 anos.

Presentemente cada tonelada de lixo tratado pela ERSUC custa 35 euros/tonelada aos Municípios.

Há cerca de 1 ano, foi equacionada a hipótese de se construir uma incineradora. O custo dessa instalação foi orçado em cerca de 150 milhões de euros. A ERSUC solicitou um financiamento de 50% por parte do Governo.

Os adeptos da incineração de lixos dizem que:
- as incineradoras modernas permitem valorizar os lixos em termos energéticos
- as incineradoras, como evitam o envio de lixo para os aterros, limitam o problema da contaminação da água e do solo

Os adversários da incineração, por outro lado, afirmam que:
- a incineração produz dioxinas, PCBs e produtos tóxicos nocivos à saúde
- a incineração destrói materiais que podiam ser reaproveitados pela reciclagem
- a incineração dificulta que atinjamos, até 2011, a taxa de reciclagem mínima de 55% de resíduos em embalagens, imposta pela EU
- a incineração tem que pagar uma taxa sobre a emissão de CO2 para a atmosfera
- a electricidade produzida por uma incineradora não pode ser considerada “ energia Verde”, pelo que a tarifa paga pela EDP quanto à energia produzida, tem uma redução.

Por despacho governamental foi chumbado o processo de incineração dos lixos urbanos produzidos na zona de intervenção da ERSUC.

Os 36 Municípios integrados na ERSUC devem, por isso encetar um caminho que seja equilibrado em termos ambientais e económicos. É necessário:
- apostar na triagem selectiva
- reciclar o que for possível
- enviar para compostagem a matéria orgânica

Para que estes objectivos se atinjam é necessário que a população seja sensibilizada para este processo de valorização dos lixos, apostando na
REDUÇÃO REUTILIZAÇÃO RECICLAGEM

segunda-feira, dezembro 05, 2005

PROTOCOLO DE QUIOTO


No dia 30 de Novembro publiquei um post sobre o Protocolo de Quioto.

Referi no post o elevado custo que Portugal terá que suportar para comprar créditos de carbono a Países em vias de desenvolvimento e apontei a quantidade de CO2 que, por exemplo 3 unidades de produção energética lançam para a atmosfera em Portugal.

É forçoso reduzir a emissão de CO2.

A revista "ÚNICA" do jornal Expresso, publicada neste fim de semana, nas páginas 100 e 101 vem referir uma técnica que está a ser estudada pela C.Europeia, para reduzir a zero as emissões de CO2, sobretudo provenientes das centrais térmicas, lançando-o, por exemplo, no mar.Há ainda um outro problema que é isolar o azoto produzido nessas centrais.

Como não temos jazigos de carvão inactivos próximos dos locais de produção de CO2, teremos que o dispersar nas águas do mar, depois de liquefeito, através dum pipeline rebocado por um navio.

Que efeitos colaterais terão esses lançamentos na fauna marinha?

Tudo questões que nos devem fazer pensar!