sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Energia Eólica

O vento, há mais de 4.000 anos que é usado como fonte de energia, primeiro na Pérsia com os sistemas de bombagem de água, depois com os barcos à vela e com os moinhos de vento para moer cereais.

Portugal impôs-se ao Mundo, há mais de 500 anos, quando usou em seu proveito, conciliando sabedoria, engenho e ambição, com a força do vento e do mar.

Foi usando o vento e o mar que “ demos novos Mundos ao Mundo “.

Quando o petróleo atingir 100 dólares/barril, como vai ser a nossa vida, que depende 87% dos produtos petrolíferos importados, como fonte de energia primária?

Volvidos 5 séculos, temos que voltar a apostar na força do vento e do mar, para alimentarmos a nossa civilização energívora.

Países muito mais ricos do que nós (por exemplo a Dinamarca), apostaram fortemente na energia eólica, chegando a construir plataformas marítimas para a produção de energia deste tipo.

Em Arouca, está a instalar-se um Parque Eólico no cimo da Serra da Freita (a mais de 1.000 metros de altitude e com neve neste momento), com 25 aerogeradores.

O funcionamento destes aerogeradores é o seguinte:
- há um sistema hidráulico que faz girar toda a máquina instada no topo das torres, para que o vento incida sempre frontalmente nas pás ( que pesam 2 toneladas cada )
- as pás pela força do vento rodam e um multiplicador aumenta 80 vezes o nº de rotações
- o movimento do sistema transmite-se a um gerador, onde se transforma em energia eléctrica
- um anemómetro regista a direcção e a velocidade do vento e dirige a orientação das pás
- as torres são de aço e pesam, em média, cerca de 80 toneladas e têm uma altura média de 55 metros ( a estátua do Marquês de Pombal em Lisboa tem 36 metros de altura )
- para que o sistema funcione, o vento deve ter uma velocidade mínima de 14 a 15 Kms/hora, sendo de 90Kms/hora a velocidade máxima admissível.

Cada aerogerador, em circunstâncias normais de funcionamento, produz 2.700.000 KW anuais de energia, o que equivale ao consumo de 1.800 habitações.

Em Arouca, a instalação deste Parque Eólico não foi pacífico, dado que ocupou 280 hectares de baldios pertencentes às freguesias de Albergaria da Serra, Cabreiros, Moldes, Santa Eulália e Urro. O Planalto da Serra da Freita por sua vez é uma zona de importante património natural e paisagístico. Aqui vivem alguns falcões peregrinos, águias Bonelli e bufos reais. Existem também uma flora rica em musgos, líquenes e espécies hidrófilas, para além da carqueja, alfazema, urze branca, azevinho e pilriteiro.

Em 2010, para cumprir o Protocolo de Quioto, temos que usar 39% da energia que consumimos, com base nas fontes renováveis, caso contrário teremos que comprar direitos de emissão de gases. Se não fizermos nada para reduzir as emissões, poderemos ter que pagar, a partir de 2010, cerca de 1,2 mil milhões de euros/ano pelas licenças de emissão de CO2.

Quem vai pagar este custo acrescido? O consumidor final, evidentemente.

Nota Final

No inicio deste post falei também na riqueza do mar que nos cerca. É um recurso inesgotável e que para além da pesca e da exploração dos produtos químicos e minerais, pode ser aproveitado para produzir energia, através do movimento das ondas (há uma central experimental na Ilha do Pico e uma empresa privada em conjunto com o IST e com o INETI está a desenvolver um projecto de bóias flutuantes para gerar energia a partir do movimento das ondas).

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Dia dos Namorados / Metro do Porto

O Metro do Porto teve uma ideia original para comemorar o Dia dos Namorados.

Em colaboração com a empresa de chocolates LAVAZZA, vão ser distribuídos, no dia 14 de Fevereiro, nas horas de ponta (das 7 às 10 horas, das 12 às 14 horas e das 16 às 20 horas), 10.000 chocolates aos passageiros deste meio de transporte.

Vai ser uma “ doçura “ viajar no moderno e funcional Metro do Porto.

Boa viagem para todos.

domingo, fevereiro 12, 2006

Túnel de Ceuta ( Porto )

Finalmente resolveu-se um folhetim político, que se arrastou por demasiado tempo.

A obra do Túnel de Ceuta, começado a construir em 1997, no tempo do Presidente Fernando Gomes, visava a melhoria da fluidez do trânsito automóvel numa das partes mais centrais da cidade do Porto. A obra foi embargada, há quase um ano, pelo Ministério da Cultura, presidido pela Dr.ª Isabel Pires de Lima.

Razão apontada para o embargo – a saída do túnel na Rua D. Manuel II, tal como estava projectada, prejudicava a Museu Nacional de Soares dos Reis.

Razão efectiva (no meu entender) – politização deste projecto e arma de arremesso politico entre o Ministério da Cultura (PS) e a Câmara Municipal do Porto (PSD). As eleições autárquicas iam realizar-se passados poucos meses.

As obras foram embargadas em Abril de 2005.

O Presidente Rui Rio inaugurou em 29 de Julho de 2005 o troço já concluído com saída junto ao Jardim do Carregal.

Ao fim deste tempo, a solução agora aprovada, pouco difere da inicial. As poucas alterações agora propostas e aprovadas pelo Ministério da Cultura são:
-em frente ao Museu vai ser colocado um lajeado em granito amarelo, em vez do asfalto, onde os automóveis só podem circular a 30kms/hora (A cor amarela tem dois significados – desespero ou vitória. Quem perdeu e quem ganhou?)
- a rampa do túnel à saída da Rua D. Manuel II vai sofrer um aumento de 1% na sua inclinação
- os muretes de protecção do Museu vão afastar-se de 25 para 30,31 metros da frontaria do Palácio.

Tanto tempo perdido na conclusão das obras, tanta politiquice, tantos prejuízos para os comerciantes da zona e tantos prejuízos para os transeuntes que passaram um inferno nas deslocações diárias.

Nós Portugueses, temos uma indústria muito desenvolvida e que podia equilibrar a nossa Balança Comercial com o Exterior, exportando para todo o Mundo as sofisticadas máquinas nacionais – OS COMPLICÓMETROS.

A BEM DA NAÇÃO.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

MI(ni)STÉRIO DA JUSTIÇA


Quero partilhar 3 notícias que li esta semana, directamente ligadas ao Ministério da Justiça e que me fazem pensar sobre o estado a que chegou o Mi (ni) stério da Justiça.

1º Caso
Funcionários da EDP dirigiram-se, no dia 2 do corrente, ao Tribunal de Trabalho de Gondomar para cortar a electricidade, por falta de pagamento dos consumos.
Como o Tribunal não tinha verba para pagar a dívida, o Secretário do Tribunal, para evitar o “apagão” total, pagou do seu próprio bolso o dinheiro em dívida à EDP.
Os Secretários dos Tribunais e os Juízes têm feito chegar muitas queixas ao Conselho Superior da Magistratura a alertar para o facto do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça não transferir as verbas necessárias para o normal funcionamento dos Tribunais. A resposta deste Instituto tem sido nula.

2º Caso
Augusto M. Seabra publicou um artigo num jornal, classificando o Presidente da Câmara Municipal do Porto de “ energúmeno”.
O Dr. Rui Rio sentiu-se ofendido e a questão seguiu para Tribunal, tendo tido inicio, esta semana, o respectivo julgamento.
O significado da palavra “energúmeno” ocupou grande parte da sessão, com argumentos da mais variada índole.
Ao fim da tarde, como não se avançasse muito na definição do vocábulo, o Juiz viu-se obrigado a apelar à capacidade de síntese dos intervenientes porque “ a partir das 17 horas, havia greve dos funcionários judiciais ao trabalho extraordinário”.

3º Caso
No inicio da semana o Sr. Ministro da Justiça anunciou com pompa e circunstância que, ainda este ano, os recursos cíveis dos Tribunais de Primeira Instância para a Relação iam circular por via electrónica, em vez de suporte em papel, reduzindo-se assim a complexidade dos processos, havendo, deste modo maior rapidez nos procedimentos da máquina judicial.

Comentário Final
Será que estes 3 casos passam-se em estruturas do mesmo Mi (ni) stério da Justiça, liderado pelo Dr. Alberto Costa?
Estes 3 casos ocorrem no mesmo País?

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Nicho de Mercado



Vivemos num Mundo globalizado, cada vez mais exigente e extremamente competitivo.

Todas as actividades produtivas, para terem futuro, tendem a explorar os chamados “ nichos de mercado”.

É assim que verificamos, no dia a dia, os mais diversificados segmentos de mercado, cada vez mais especializados. Temos restaurantes que se dedicam ao sector dos vegetarianos, indústrias têxteis que apostam, apenas nos têxteis-lar, agricultores que exploram as ervas aromáticas ou a agricultura biológica etc.

Vem isto a propósito duma notícia que li e que me fez rir um bocado, dada a sua excentricidade.

O desemprego, infelizmente, está a afectar a qualidade de vida de milhões de europeus.

Em Berlim, ao lado dum Centro de (des) emprego, existe um bordel que, em virtude da grave crise social que também se abateu sobre a Alemanha, começou a ter problemas de sobrevivência, devido à escassez de clientes.

De que se lembraram as responsáveis do bordel “ Berlin’s Schuz & Co. “?

Apostar num “ Nicho de Mercado “.

Como exerciam a sua actividade ao lado do Centro de (des)emprego, aproveitaram esse “ nicho de mercado” e começaram a oferecer aos desempregados tarifas especiais de 15 euros, sendo apenas necessários apresentar um documento de desempregado.

A satisfação tem sido total, quer para as “ trabalhadoras do sexo “, quer para os desempregados.

Uma das profissionais do sexo afirmou que “ prestamos o mesmo serviço com qualidade e empenho, só não perdemos tanto tempo com as conversas e outros preliminares”.

Parece que o “ livro de reclamações” não apresenta qualquer queixa.