domingo, fevereiro 12, 2006

Túnel de Ceuta ( Porto )

Finalmente resolveu-se um folhetim político, que se arrastou por demasiado tempo.

A obra do Túnel de Ceuta, começado a construir em 1997, no tempo do Presidente Fernando Gomes, visava a melhoria da fluidez do trânsito automóvel numa das partes mais centrais da cidade do Porto. A obra foi embargada, há quase um ano, pelo Ministério da Cultura, presidido pela Dr.ª Isabel Pires de Lima.

Razão apontada para o embargo – a saída do túnel na Rua D. Manuel II, tal como estava projectada, prejudicava a Museu Nacional de Soares dos Reis.

Razão efectiva (no meu entender) – politização deste projecto e arma de arremesso politico entre o Ministério da Cultura (PS) e a Câmara Municipal do Porto (PSD). As eleições autárquicas iam realizar-se passados poucos meses.

As obras foram embargadas em Abril de 2005.

O Presidente Rui Rio inaugurou em 29 de Julho de 2005 o troço já concluído com saída junto ao Jardim do Carregal.

Ao fim deste tempo, a solução agora aprovada, pouco difere da inicial. As poucas alterações agora propostas e aprovadas pelo Ministério da Cultura são:
-em frente ao Museu vai ser colocado um lajeado em granito amarelo, em vez do asfalto, onde os automóveis só podem circular a 30kms/hora (A cor amarela tem dois significados – desespero ou vitória. Quem perdeu e quem ganhou?)
- a rampa do túnel à saída da Rua D. Manuel II vai sofrer um aumento de 1% na sua inclinação
- os muretes de protecção do Museu vão afastar-se de 25 para 30,31 metros da frontaria do Palácio.

Tanto tempo perdido na conclusão das obras, tanta politiquice, tantos prejuízos para os comerciantes da zona e tantos prejuízos para os transeuntes que passaram um inferno nas deslocações diárias.

Nós Portugueses, temos uma indústria muito desenvolvida e que podia equilibrar a nossa Balança Comercial com o Exterior, exportando para todo o Mundo as sofisticadas máquinas nacionais – OS COMPLICÓMETROS.

A BEM DA NAÇÃO.