quarta-feira, julho 26, 2006

CRIANÇAS GUERREIRAS


Há dias, li uma notícia sobre o desastre humanitário que se abateu sobre a Republica Democrática do Congo onde, desde 1998, morreram 4 milhões de pessoas, vítimas da guerra ou de doenças.

A notícia começava por relatar uma entrevista feita por Martin Bell, Embaixador para as Emergências Humanitárias da UNICEF a um “ VETERANO DE GUERRA “, que actualmente tem 17 anos e que está a frequentar o Centro de Restabelecimento na cidade de Goma.

Esta jovem “veterano” relatou que foi integrado na milícia militar com 11 anos e que aos 13 anos já era capaz de operar com qualquer arma, sem precisar de assistência.

Disse ele na entrevista “ matei muita gente e, agora, não quero mais ser soldado “

O seu sonho é ser mecânico e espera que a UNICEF possa ajudá-lo a concretizar esse desejo. Oxalá consiga atingir esse objectivo, para bem dele e da comunidade onde estiver integrado.

Parece que o Mundo caminha a passos largos para o caos absoluto. Não há ética, não há respeito pelos mais elementares direitos humanos, não se combatem os problemas da miséria, da fome e da exclusão social, em muitas zonas do Mundo.

Com estas desigualdades sociais gritantes, é fácil provocar, pelos mais diversos modos, o ódio entre as Nações.

Os fabricantes de armamento vêm nesta situação o terreno fértil para fazerem grandes negócios.

Ao mesmo tempo que se desenvolvam politicas de eliminação das desigualdades sociais existentes, devemos criar uma consciência cívica que exija que seja regulado e fiscalizado internacionalmente o comércio de armamento por uma Entidade Reguladora Mundial.

Se nenhuma destas duas situações for concretizada, o Mundo, apesar de todos os progressos alcançados, NÃO VAI TER GRANDE FUTURO.