quinta-feira, setembro 14, 2006

Excesso de velocidade










No passado fim-de-semana, o Sr. Ministro da Economia-Dr. Manuel de Pinho foi interceptado pela Brigada de Trânsito, quando circulava na A1, na zona de Leiria, à modestíssima velocidade de 212Km/hora.

Foi levantado o auto respectivo ao motorista, mas o Sr. Ministro seguiu viagem, embora, moralmente, ele seja o único culpado pela infracção.

O Sr. Ministro disse às autoridades que tinha saído tarde de casa (devia ter-se levantado mais cedo) e justificou o excesso de velocidade pela urgência em chegar a Matosinhos, onde creio que iria ter uma reunião para resolver o problema dos terrenos ocupados pela Exponor e que vai deslocar-se para o Europarque em Santa Maria da Feira.

Há 3 anos, o Rei duma Monarquia dum dos Países nórdicos, na véspera do seu aniversário, resolveu ir, pessoalmente, ao Aeroporto para receber um familiar que vinha dos EUA, para assistir à sua festa de aniversário.

Foi apanhado na Auto-Estrada a 160Km/hora. Para além de pagar a multa respectiva, teve que ir à televisão pedir desculpa aos seus concidadãos pela conduta cívica incorrecta que tinha tido.

Aqui, em Portugal, não é preciso um Ministro, em iguais circunstâncias, pedir desculpa.

É que nós não estamos numa Monarquia …. Mas numa Republica das Bananas.

terça-feira, setembro 12, 2006

11 de Setembro de 2001


Fez ontem 5 anos que estava na Costa Cálida, em La Manga del Mar Menor (Múrcia-Espanha) – foto 1.

Tinha ido à cidade de Cartagena, no princípio da tarde e, na viagem de regresso tomei conhecimento, através das notícias difundidas pelo rádio, do que estava a acontecer em Nova Iorque.

As primeiras notícias não permitiam concluir que se tratava dum ataque terrorista. Só depois de algum tempo, com o ataque do 2º avião ao WTC e de um outro ao Pentágono, é que se ficou a saber que era um ataque terrorista aos símbolos do poderio dos EUA – poder económico e militar.

O Mundo desde esse dia, nunca mais foi igual.

Em nome duma politica securitária, foram tomadas algumas medidas a nível mundial que restringem, um pouco, a nossa liberdade individual.

Agravaram-se os conflitos regionais, sobretudo no Médio Oriente e a possibilidade de paz duradoura nessa região é uma miragem.

O medo dum ataque terrorista, sobretudo nos meios de transporte das grandes metrópoles, instalou-se, pois dum momento para outro pode ocorrer um ataque. As infra-estruturas distribuidoras de água aos grandes centros populacionais podem ser atacados com produtos biológicos e químicos, que provocarão dezenas ou centenas de milhares de vítimas.

O barril do crude custava, em 2001, cerca de 20 dólares, quando agora custa mais de 70 dólares, o que agravou o estado da economia mundial.

O Mundo está complicado. Como combater este novo tipo de terrorismo global?

As respostas não são simples. Pelo recurso à guerra, pelo diálogo com os lideres políticos moderados, por politicas sociais que diminuam as desigualdades sociais existentes em certas zonas do Globo?

Dizem alguns analistas que este terrorismo global não é um choque de civilizações. Então como se explica que, na base deste conflito, estejam povos que praticam, na generalidade, uma das 3 religiões monoteístas que derivam de Abraão – judaísmo, islamismo e cristianismo?